JPontara
Visão de futuro
Cadeia de abastecimento e casas de alimentação deverão investir nos próximos anos, em busca de oferecer produtos e serviços de qualidade para o mercado foodservice
O setor de alimentação fora do lar cresce anualmente e, entre 2020 e 2025, deverá atingir uma média de incremento de 40% ao ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse cenário positivo foi traçado a partir de alguns fatores. Cada vez mais os brasileiros têm menos tempo de produzir as próprias refeições em casa, já que muitas vezes moram longe de onde trabalham ou vice-versa, dificuldade ampliada em razão do trânsito comum aos que vivem nas grandes cidades como São Paulo. O papel da mulher também vem mudando na configuração das famílias. Muitas vezes, elas trabalham fora e algumas já chefiam a casa do ponto de vista econômico, o que faz com que sobre pouco para ir à cozinha. Também vem aumentando o número de singles (solteiros que vivem sozinhos e não cozinham), fator confirmado pelo último Censo-2010.
De acordo com o levantamento do IBGE, aproximadamente cinco milhões de domicílios brasileiros são habitados por apenas um morador. Desse público, 46% das pessoas que moram sozinhas têm entre 30 e 59 anos de idade e fazem parte da população economicamente ativa, ou seja, apresentam maior poder de compra, e têm sido responsável pelo consumo de produtos vendidos em pequenas quantidades. Esse consumidor já recebe maior atenção por parte da indústria alimentícia ou mesmo do varejo – por meio das rotisserias –, o que acaba por abrir concorrência para bares e restaurantes, entre outros estabelecimentos que oferecem refeições prontas.
Outro fator que aumenta a demanda no mercado de alimentação fora do lar é a configuração da nova classe média ou Classe C, que representa 46,24% do poder de compra, comparado a 44,12% das classes A e B, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse novo consumidor é composto em sua maioria por pessoas mais jovens. Enquanto apenas 10% dos jovens das Classes A/B estudaram mais do que os pais, na nova configuração da classe média, este número equivale a 68%. Além de ser mais exigente e informado que os demais consumidores, esse público é fiel às marcas, mas adora experimentar, além de procurar por produtos que lhe tragam algum valor agregado. Nessa nova classe média, as mulheres exercem papel decisivo no consumo dos lares. Enquanto na Classe A, de cada cem reais, apenas 25 reais provêm da mão de obra feminina, na Classe C, esse valor passa para 41 reais, segundo dados do Instituto Data Popular.
Atento a todos esses indicadores de crescimento, aliado ao calendário que prevê a realização de diversos eventos esportivos programados para ocorrer no Brasil nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, a JPontara Gestão & Negócios, consultoria especializada no mercado foodservice, ganha mercado, uma vez que as empresas que atuam no setor ainda demandam de muitas informações e treinamentos, para que possam oferecer a eficiência que esse mercado em ascensão necessita. “Será preciso uma boa estrutura para oferecer alimentação de qualidade, e as empresas devem adotar algumas medidas a fim de atender à demanda”, alerta Jean Pontara, sócio diretor.
Para auxiliar empresas da cadeia de abastecimento (indústria, atacado, distribuidor e varejo) que desejam alinhar a operação a fim de aproveitar as oportunidades que estão por vir, a JPontara entrega projetos completos, auxiliando também na execução. “O mercado foodservice busca oferecer alimentação fora do lar, além de refeições prontas, feitas a partir da indústria alimentícia. A distribuição do canal envolve dois ambientes: governamental que não visa o lucro do repasse e por outro lado a rede de serviços privados. Nesse meio de serviços privados, a JPontara atua na consultoria das empresas. Entendemos que o nosso diferencial é entregar um projeto completo para o foodservice, desde planejamento, implantação, execução e resultados. Nosso perfil é de inteligência aliada à mão na massa. Julgamos essa característica importante, pois tudo o que planejamos, implantamos, ou seja, desenvolvemos projetos exequíveis”, afirma Pontara.
Na outra ponta do mercado, estão os operadores, compostos pelos transformadores, que incluem bares, restaurantes, lanchonetes, entre outras casas de alimentação. Para atender à demanda dos estabelecimentos que desejam ganhar eficiência no atendimento, a consultoria oferece serviços, em busca de promover a capacitação da mão de obra da área. “Qualificar a equipe para idioma e cultura, analisar a possível demanda que virá para a casa, observando as tabela de jogos e cidades que em breve serão divulgadas, prevendo nacionalidades e volume de pessoas, e dimensionar a casa a fim de receber tal demanda é fundamental para não ser pego de surpresa”, diz.
Segundo Pontara, com um cenário tão positivo traçado para o setor, serão necessários cada vez mais investimentos por parte das empresas que oferecem produtos e serviços, a fim de que seja possível atender à demanda com eficiência e qualidade, realidade de capacitação já vivida em outros momentos por outros setores no País, entre eles, o varejo. “O varejo tradicional precisou passar por mudanças por conta da transformação do setor e das necessidades dos consumidores. O mesmo ocorrerá com o foodservice”, finaliza.
Jean Pontara, economista, gastrônomo, com vasta experiência no setor de foodservice , nas áreas de gestão de vendas, de projetos, lançamentos de produtos, treinamentos de equipes comerciais e desenvolvimento de novos negócios. JPontara Inteligência de Mercado, (11) 4195-0816, jean@jpontara.com.br
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